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terça-feira, 20 de setembro de 2016

Tive um verão daqueles... : favoritos

Foi tal e qual como estar suspensa e, de repente, cair num tanque cheio de água. Não estava nervosa, coisa que até me surpreendeu, o início do novo ano letivo costuma deixar-me sempre com aquela sensação de relutância e inquietação tão características da minha pessoa, foi diferente, pode dizer-se que melhor; na passada quinta feira acordei sem qualquer peso nos ombros, apenas com um entusiasmo livre de preocupações, apesar de carregado com responsabilidades. Dia quinze e dia dezasseis foram, para mim, um ensaio, meras leituras do guião que terei de representar nos próximos nove meses. Pareceu tudo muito surreal mas agora, já pousada na realidade, vejo que as férias que considero terem sido tão bem passadas não passam de um conjunto de acontecimentos a relembrar. Setembro, como já disse, trouxe uma nova e encorajadora etapa. Estando isto estabelecido, pareceu-me por bem deixar, oficialmente, o verão para trás com este post e partilhar convosco as minhas memórias preferidas de uma verão carregado de bons momentos, lugares, livros, filmes, séries, música e pessoas, uma coletânea de favoritos dos últimos três meses. 

Momentos

É, sem dúvida, difícil escolher só um. Este foi o verão em que  pude abraçar o meu irmão pela primeira vez em dois anos, o verão em que passei duas semanas no Algarve com a minha melhor amiga, em que experimentei paddle, retornei à Feira Medieval de Silves e em que passei otimos momentos com amigos e família. Pensando bem no assunto posso escolher, sem sombra de dúvida, dia treze de junho como o dia do momento mais marcante do verão, quando fui buscar o meu irmão ao aeroporto e abracei aquele metro e oitenta e muitos de gente depois de uma longa temporada sem o poder fazer, diga-se de passagem que os nossos reencontros são sempre dignos de um daqueles filmes lamechas que passam na FoxLife. Ele esteve cá durante uma semana que, obviamente, passou a correr, mas  a casa voltou a ser mais pequena e o meu coração maior

Lugares

Existiram quatro lugares particularmente memoráveis este verão e todos eles têm de ser devidamente mencionados, já que possuem encantos completamente diferentes, todos eles especiais à sua maneira.

O primeiro local sobre o qual quero falar é, diga-se de passagem, um dos meus lugares preferidos em Portugal: os jardins do Palácio da Pena. Visitei, pela segunda vez, tanto os jardins como o palácio aquando da visita do meu irmão, se pudesse voltava lá ainda hoje. Para mim, alguém apaixonado pelas ruelas de Lisboa, Sintra tem um encanto singular, incomparável ao de qualquer outro sítio que já tenha visitado. É todo um ambiente místico e romântico que me enche o peito. O palácio é, sem dúvida, o monumento mais bonito que já visitei, digno de um dos meus adorados filmes da Disney. Como amante de história e portadora de uma imaginação fértil, as salas ficam cheias, não apenas com mobília, mas com acontecimentos que me dão a sensação de  ter vivido na época onde aquela gigantesca maravilha teria sido habitada. Para além do mais, aquela vista. Quem já subiu aos pontos mais altos das torres sabe do que falo, é de tirar o folgo a qualquer um.

Palácio da Pena visto dos jardins


Apesar de toda a minha admiração pela obra arquitetónica, tenho de me render aos jardins, que, para mim, têm um encanto ainda maior do que o próprio palácio. Cada recanto daquele emaranhado de árvores me faz ficar de boca aberta, cada lago, cada pedra, cada borboleta... O tempo pára a partir do momento em que nos deixamos perder na maravilhas deste lugar mágico. As fotografias não lhe fazem justiça e jamais conseguiram despertar o sentimento que a visita aos jardins do palácio impulsiona, é ver para querer. 




Ainda não tive a oportunidade de visitar o interior do Chalet da Condessa , no entanto deixo-vos  uma fotografia para perceberem a vontade que tenho de lá entrar. 



Lisboa, não podia deixar de falar de Lisboa. Passeei pelas ruas da cidade mais do que uma vez este verão, detendo o troféu a visita matinal que fiz com um grupo de amigos. O que esta visita de especial? Para além da companhia, o facto de nos termos perdido em todo lado e em lado nenhum; visitamos lugares que não vos consigo nomear, passamos pelo Terreiro do Passo (paragem obrigatória), fizemos um piquenique junto ao rio e espreitamos o Hard Rock Café, que me enchia de curiosidade sempre que por lá passava. Foi uma daquelas saídas um pouco ou quanto mal planeadas que ficam na memória. 





  
Estacionamos o carro, percorremos duas ruas, três ou quatro se quiser ser mais realista, e eu ouvi. Reconheceria aquele som em qualquer lugar, para vos ser muito sincera, se não o fizesse seria uma grande desilusão... Albufeira ganhou o lugar de destaque que lhe estou a atribuir quando, enquanto andava distraidamente, ouvi o som de uma guitarra elétrica a tocar os legendários acordes do Highway to Hell, dos ACDC. Não me lembro do nome da banda, com muita pena minha, mas primaram, não só pela música em si, mas pelo espetáculo. Para além disso, Albufeira tem todo aquele ambiente festivo e animado onde, em cada esquina e cruzamento, há uma nova festa, uma nova banda ou um novo par animado que decidiu subir ao palco de karaoke.

O último sítio sobre o qual vos quero falar impressionou-me pela sua decoração, bom ambiente e, mais importante, pela boa comida. No regresso a Lisboa passamos pela Zambujeira do Mar para almoçar e parámos no Costa Alentejana, que me ganhou assim que entrei. A comida é o mais importante, o tempo de espera segue-lhe os passos mas então e o espaço? Já comi em restaurantes muito bons cujo ambiente não era o mais agradável, é verdade, mas não foi esse o caso. O espaço estava decorado de uma forma bonita, fresca e cuidada, em tons de azul, preto e branco que contrabalançavam o moderno e o tradicional de forma a que o cliente não queira sair da cadeira. O staff  era constituído por crianças, só gente nova e simpática, quero eu dizer e a ementa dava vontade de experimentar de tudo um pouco. Não esperamos durante muito tempo, tivemos uma otima refeição e o preço não foi nada de exorbitante, ainda para mais sendo localizado onde é.

Passatempos

A escrita fez parte das minhas férias, como não podia deixar de ser. Tenho alguns textos em stand bye de momento mas espero acaba-los ainda este mês, pois tenho outros que quero começar ainda mais entusiasmantes, já para não falar no blog, cujos posts quero tornar regulares mantendo sempre a sua qualidade e, obviamente, nunca perdendo a minha assinatura, Tenho achado esta tarefa complicada pelo simples facto do meu perfecionismo se por no caminho do botão "publicar", mas quero começar a dedicar mais do meu tempo à escrita, o que acho que vai afastar esse obstáculo e torna-lo numa coisa mais positiva.
Retornei às origens ente verão e não podia estar mais radiante por esse facto. Voltar a sentir as cordas, o peso da madeira na minha perna, a frustração de não acertar no acorde à segunda e terceira tentativa... tocar guitarra é algo de que realmente gosto e que quero, sem dúvida aperfeiçoar.
Foi também neste verão que dei finalmente vida a um desejo já antigo, aguarelas. Finalmente decidi-me por comprar uma caixa e, diga-se de passagem, parecia uma criança no dia de Natal. Ainda tenho muito que treinar mas, trazendo ao de cima o meu lado mais positivo, não acho que as minhas "obras de arte" estejam assim tão más.

Cor aplicada por mim, desenho retirado do Pinterest

Livros

Esta é uma categoria que adoro, como já devem saber, no entanto, este verão não li, deveras, tanto como aquilo que queria. Apesar disso, devo dizer, podia ter lido a estante com os melhores livros do mundo, o Harry Potter and the Cursed Child tinha de ser o livro escolhido para este post. Reservei-o na Bertrand pois estava esgotado em todo o lado e esperava-se que voltasse a esgotar assim que marcasse presença nas prateleiras. Fui busca-lo dia onze de agosto, cheguei a casa por volta das três e às seis o livro já estava mais que lido, não fosse eu uma leitora voraz e Hogwarts não fosse a minha casa. Já ouvi uma quantidade de más criticas a este livro, na minha opinião: é diferente. Não é tão bom quanto qualquer outro livro da saga original, não haja dúvidas disso, mas não parece uma fanfic, como muitos disseram. É, primeiro que tudo, uma peça de teatro, feita para representar e temos de ter isso em conta, quanto à história, é nos dada uma perspetiva da vida adulta dos nossos heróis e é nos introduzida a realidade após a conversa entre o grupo e as crianças na estação de King's Cross, descrita no último livro, Harry Potter and the Deathly Hallows. Não querendo dar muito da história, visto que podem ainda não ter lido e estar a pensar fazê-lo, está inovadora, está diferente, e veio dar um twist àquilo que, pelo menos eu, tinha pensado ser a vida dos meus três grandes amigos, algo que pode não ter sido muito bem aceite por outros leitores. Quanto à forma em si, por ser um roteiro não tenho grandes apontamentos a fazer em relação à escrita, apenas registo que os acontecimentos estão bem interligados e que a J. K. Rowling não fez nenhuma mossa ao universo que nós, potterheads, tanto amamos. 



Filmes

Intrigante, perturbador, surpreendente; para mim, as três expressões que definem o filme Black Swan, uma história acerca de nos perdermos a nós mesmos por um sonho. Já tinha lido aqui e a li este nome, principalmente no que toca à dieta que as atrizes principais, Natalie Portman e Mila Kunis, se tiveram de sujeitar para atingirem o "corpo de bailarina" desejado pelos responsáveis do filme. Não li críticas, não vi o trailer, apenas vi uma pontuação de oito estrelas (com a qual concordo) e o nome de um bailado do qual sou fã desde que me lembro: O lago dos cisnes. O filme conta a história da bailarina Nina Sayers, perfeita para o papel de rainha dos cisnes mas que luta para atingir a perfeição como cisne negro. Eventualmente, consegue o papel principal, mas a que custo? Nina já não consegue destingir o real do imaginário, vê-se rodeada por uma atmosfera doentia e  psicótica que emerge o espetador, perdendo o fio que a liga à definição do certo e errado. Tudo isto se revelou desconcertante e tornou este thriller num otimo filme, O que retirei dos cento e oito minutos que estive a olhar para o ecrã foi a realidade de que, quando aspiramos algo, temos tendência para exigir tanto de nós que nos esquece-mos de ser racionais e de que somos seres humanos. Todos temos sonhos e sou a primeira a defender que temos de trabalhar para que eles passem a ser algo mais, no entanto, não podemos perder de vista o que é importante. Nina perdeu. Não voltaria a ver este filme, não por causa da sua qualidade, como já disse, é um otimo filme, merecedor de todos os prémios que recebeu e das oito estrelas atribuídas, mas é perturbador do início ao fim, não deixo de o recomendar por isso.
No fim, Nina encontrou o que queria, a perfeição.



Séries

Durante os últimos três meses foquei-me em três "séries" que nada têm a ver umas com as outras: Friends, Stranger Things e o anime Nanatsu no Taizai (Os Sete Pecados Mortais). 

Friends (1994-2004) é a derradeira comédia, vou na nona temporada (de dez) e estou a amar cada episódio deste clássico dos anos noventa. Para quem não conhece, Friends é uma sitcom que foca a vida de seis amigos Rachel Green (Jennifer Aniston),  Monica Geller (Courteney Cox), Ross Geller (David Schwimmer),  Chandler Bing (Matthew Perry) e Phoebe Buffay (Lisa Kudrow), cujas personalidades nos prendem ao ecrã e nos fazem desejar fazer parte do grupo. Para quem gostou de How I Meet your Mother, esta série é, sem duvida, um must see, para os amantes de comédia em geral, digo o mesmo, é impossível não gostar. As piadas não são repetitivas, são bem pensadas e introduzidas, tem todos os tipos de cómico e, mais importante que isso, a série não perde qualidade ao longo das temporadas, algo que verifiquei em How I Meet your Mother. É impossível não ser contagiado pelo humor desta série, posso considerar que seja a melhor comédia a que já assisti. 


Posso dizer, com grandes certezas, que  Stranger Things (2016) foi a série mais abalada deste verão, depois de a ver percebi porque. Tudo começa quando o jogo de Dungeons and Dragons de quatro amigos acaba e a hora de pegar nas bicicletas e voltar para casa chega. No dia seguinte  Mike Wheeler (Finn Wolfhard),  Dustin Henderson (Gaten Matarazzo) e  Lucas Sinclair (Caleb McLaughlin) defrontam-se com o desaparecimento do seu amigo, sentindo a necessidade de investigar. Para além das três crianças,  Jim Hopper (David Harbour), o xerife da cidade, irá trabalhar no caso e acabará por ser ajudado  por Joyce Byers (Winona Ryder), a mãe do rapaz desaparecido, Will ( Noah Schnapp). Trazer Will de volta não irá ser fácil, até seria considerado impossível caso os três amigos não tivessem conhecido Eleven (Millie Bobby Brown). Uma série passada nos anos oitenta que envolve mistério, drama ficção científica e que promete prender-nos ao ecrã. A primeira temporada terminou com os seus oito episódios e já foi anunciada uma próxima. Na minha opinião, o final foi bastante bom, com uma mensagem bonita e espaço para a imaginação mas, ao saber que sairão novos episódios, não deixo de estar ansiosa e curiosa, nunca perdendo o medo que a qualidade da série descambe. Este original Netflix tem um grande selo de aprovação.




Nanatsu no Taizai (2014-2015) não é uma série mas sim um anime shounen que conta a história de um reino semelhante à Europa medieval, onde sete poderosos cavaleiros, chamados de Sete Pecados Mortais, são condenados por traição e excomungados, existindo sempre rumores incertos acerca da sua sobrevivência. Dez ano mais tarde, Elizabeth, uma das princesas, parte em busca dos Sete Pecados Mortais para recuperar o reino dos Holy Knights (que incriminaram os sete cavaleiros) e fazer justiça. Comecei a ver anime à relativamente pouco tempo tendo apenas completado dois. Estou a adorar Nanatsu no Taizai, faltam-me cinco episódios para terminar e estou ansiosa. Tem otimos heróis, com personalidades bastante interessantes e backgrounds fantásticos, o que enriquece bastante a história e nos faz desejar que fossem pessoas reais. Aos fãs de anime e de aventura, vale a pena assistir aos vinte e quatro episódios de peripécias de Elizabeth, Meliodas, Ban, Diane, King e Gowther.



Música

Musica é... sentimentos. Não arranjo ou arranjarei melhor descrição. Está presente no meu despertar e persegue-me durante o resto da minha rotina matinal sem sequer ter de pensar muito nisso. Está sempre lá, sempre esteve e terei sempre um lugar para ela na minha vida. Este verão? Bem, tirar o Dirty Little Secret dos All American Reject da cabeça não foi propriamente fácil, o Please Don't Leave Me, da Pink, voltou na máquina do tempo, vinda não sei bem tudo e, claro, Iron Maiden conquistou-me por completo e AC DC, Queen e Guns and Roses continuaram a ser os prediletos do da festa, como sempre. A música Ya Better Believe, cantada por Max Morgan,  também  se destacou, tanto assim que é a minha nova música de despertador.

Foram três meses bem passados, que me deram tempo suficiente para refletir e para conhecer certos bocadinhos de mim que não conhecia, pequenas peças do puzzle que ainda tenho de completar, obviamente, sem pressas. Gostei bastante de escrever este post,  nada mais nada menos do que uma coletânea de tudo e mais alguma coisa, o que me deixou com um sorriso na cara e com uma realidade bem escrita na minha pessoa: Foi um bom verão. O que é que acham deste tipo de posts? Gostavam que criasse uma rubrica de favoritos mensais? Que publicasse uma review mais detalhada acerca das séries, filme ou livro sobre os quais falei um pouco? Gostaram de ler? Alguma crítica a fazer? Já devem saber que adoro ler os vossos comentários por isso, disponham! Espero que tenham tido um bom verão e que estejam focados nos vossos objetivos para este mês, que tudo corra pelo melhor.

6 comentários:

  1. Também visitei o Palacio da Pena este verão, temos lugares lindos em Portugal! :)
    Beijinho e bom regresso às aulas
    http://pausanoestudo.blogspot.pt

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  2. obrigada pelo comentário <3
    o palácio da pena é incrível, já lá fui e adorei :D

    www.pinkie-love-forever.blogspot.com

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  3. que o resto do ano seja assim também! :P

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  4. Parece ter sido um verão incrível mesmo! Eu também não ando lendo tanto quanto eu queria, mas espero mudar isso nas férias. Black Swan é maravilhoso, né? Eu assisti sem ter muitas expectativas e me surpreendi demais com o filme! Adorei o post, viu? <3
    Um beijão,
    Gabi do likegabs.blogspot.com ♡

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